Frente da Pessoa com Deficiência debate formas de lidar com a rigidez cognitiva e o autismo
A Frente Parlamentar em Apoio às Pessoas com Deficiência e Doenças Raras realizou, nesta segunda-feira (27/04), uma reunião na Câmara de Paulínia para discutir a rigidez cognitiva e seus impactos na vida da pessoa autista. O encontro foi conduzido pelo presidente da Frente, vereador Gibi Professor (Podemos), e reuniu especialistas, representantes da sociedade civil e familiares.
A pedagoga e psicopedagoga Daniela Laubenstein apresentou o tema com foco nas dificuldades enfrentadas por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) diante de mudanças de rotina, regras rígidas de pensamento e desafios na adaptação a novas situações.
Segundo ela, a rigidez cognitiva pode afetar desde atividades simples do dia a dia até relações sociais e o processo de aprendizagem, exigindo que educadores e familiares adotem estratégias específicas de acolhimento, previsibilidade e mediação adequada.
Daniela destacou que a compreensão desse comportamento é essencial para evitar julgamentos equivocados e promover inclusão real. Ela também abordou práticas que ajudam a reduzir impactos, como o uso de rotinas estruturadas, antecipação de mudanças e estímulo gradual à flexibilidade, sempre respeitando o tempo e as particularidades de cada indivíduo.
A atividade contou com a parceria do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e da Associação ASA (Amor, Superação e Autismo), fortalecendo o diálogo entre poder público e entidades que atuam diretamente com o tema.
Para Gibi Professor, iniciativas como essa ampliam o conhecimento e contribuem para políticas públicas mais eficazes e humanas. O vereador Helder Pereira (PL) também esteve presente.


