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Vereador Tiguila Paes (PPS) estuda propor “CEI da Saúde”, para investigar supostos boicotes na rede de Paulínia

Para o vereador uma Comissão Especial de Inquérito da Câmara pode esclarecer, de uma vez por todas, se as denúncias são verdadeiras ou não

tiguila paes_sessao1As suspeitas de “boicotes políticos” na rede de Saúde de Paulínia começaram ainda no passado, quando surgiram os primeiros boatos.  Na linha de tiro dos opositores da atual administração, a Saúde tem sido duramente criticada na Câmara Municipal, pelos vereadores de oposição, e nas redes sociais.

Preocupado com a gravidade do problema e suas eventuais consequências à população, o vereador Tiguila Paes (PPS), informa que estuda pedir a constituição de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar todas as denúncias. “Essa questão é muito preocupante, pois não podemos aceitar a violação do direito das pessoas à saúde, em qualquer circunstância, ainda mais se for política”, afirmou o vereador.

O vereador disse que discutirá a proposta de instalação da “CEI da Saúde” com o presidente da Câmara Municipal de Paulínia, Marcos Roberto Bolonhesi, o Marquinho Fiorella (PP), ainda esta semana. “Além do Presidente, quero discutir a ideia com todos os colegas Vereadores e pedir o apoio deles, pois, assim como as demais áreas, a Saúde interessa a todos”, acrescentou.

De acordo com o vereador, a Saúde de Paulínia, assim como no país inteiro, sempre apresentou e apresentará problemas. “É muita ingenuidade acreditar que qualquer serviço público brasileiro funcione 100%. As deficiências sempre existirão e cabe aos poderes constituídos pelo povo executar políticas públicas sérias e eficientes, para minimizar ao máximo os problemas”, ponderou.

Um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde apontou que Paulínia tem hoje aproximadamente 200 mil pastas cadastradas em sua rede. “Este número representa mais que o dobro da população da cidade, estimada atualmente em 90 mil habitantes. Paulínia atende pacientes de toda a Região e até de cidades bem distantes, por isso, é indiscutível que a demanda de fora acaba prejudicando o atendimento da população local”, comentou Tiguila Paes.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que será feito um recadastramento na rede e depois a implantação do cadastro único.

Para Tiguila Paes apurar a verdade sobre o que de fato está acontecendo nos bastidores da Saúde de Paulínia será imprescindível para se corrigir injustiças nos dois lados.  “Corrigiremos as eventuais injustiças com a população e ao mesmo tempo com a maioria dos servidores da Saúde, que desempenha suas funções com profissionalismo, competência e, sobretudo, respeitando o povo. Agora, do jeito que as coisas são propagadas parece que todos agem da mesma forma e isso não corresponde com a verdade. Se tem funcionários escondendo remédios, lençóis, materiais básicos e maltratando a população, eles precisam ser identificados, devidamente punidos e separados dos bons profissionais da Saúde”, finalizou o vereador.

As suspeitas de boicotes

O Hospital Municipal de Paulinia e as farmácias da rede pública seriam os principais alvos de supostos boicotes praticados por funcionários da rede de Saúde. Eles estariam inventando a falta de lençóis, leitos e materiais básicos no HMP e de determinados medicamentos nas farmácias municipais.

No inicio do ano, portadores do Mal de Parkinson, uma doença que afeta a coordenação motora do paciente, denunciaram à EPTV Campinas a falta na rede pública da cidade de remédios, como o Prolopa, essenciais para o controle dos tremores e dos movimentos involuntários. A falta do medicamento contra Parkinson foi exaustivamente explorada pela oposição na Câmara, em jornais, sites e redes sociais.

Na época, segundo a reportagem, a aposentada Iris Sena Castro, portadora da doença, afirmou que há quatro meses não conseguia pegar o Prolopa. “Aqui em Paulinia, eles dizem que simplesmente está faltando”, disse a aposentada. Na mesma reportagem, a Prefeitura informou que o remédio constava no estoque da Farmácia de Alto Custo e que as divergências de informações seriam apuradas.

Na ocasião, o prefeito José Pavan Júnior (PSB) e o secretário municipal de Saúde Ricardo Carajeleascow constataram in loco (pessoalmente) a disponibilidade do Prolopa no Centro de Distribuição de Medicamentos do município, diferente do que informou à EPTV uma das funcionárias públicas ouvidas pela reportagem. O lote do remédio foi fotografado e as imagens enviadas à imprensa.

A falta de lençóis para internados no Hospital Municipal de Paulínia também parece ser um “problema fabricado”.  Na semana passada, durante uma reunião do Conselho Municipal de Saúde de Paulínia, Ricardo Carajeleascow colocou que o estoque de lençóis no Centro de Distribuição é tão grande, que a Prefeitura pediu para o fornecedor suspender novas entregas. Resta saber por que os lençóis não chegam ao HMP.

A presença de pacientes em macas nos corredores do HMP seria por falta de leitos. Seria. Ainda de acordo com o secretário, não está faltando leitos no hospital e sim funcionários com iniciativa e vontade de prepará-los para os pacientes. Assim como leitos e remédios, materiais básicos sempre “estão em falta” na rede municipal de saúde, segundo inúmeras denúncias feitas por alguns meios de comunicação.

“Desde o caso dos medicamentos para Parkinson instauramos sindicâncias para apurar responsabilidades. Essas sindicâncias correm em sigilo, para não expor os funcionários até que se apure tudo”, disse o secretário de Saúde.

Assessoria de Imprensa do Vereador Tiguila Paes (PRTB)

Fotos: Assessoria


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